segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Terríveis...

- Isso confirma aquele ditado... as quietinhas são terríveis... contra os insetos... só contra os insetos!
- Não é ''terríveis''... é ''piores''... ai e é nada a ver...
- Mas ''piores'' contra os insetos não combina.
- Hahahaha...
- E a frase foi eu quem disse... portanto é minha!

Teorias estranhas... II


- Pô... nada a ver... Vou  ficar catando papel na ventania agora?! Tá aí o psicopata que não me deixa mentir...

Penso... logo...

- Então vamos viver a vida...
- ''Sei lá... sei lá... a vida é uma grande ilusão...''
- Bom... pelo menos é grande...
- ''... tem dias que eu fico pensando na vida...''
- Pior se fosse pequena... não ia caber tanto trouxa iludido... Ilusão por que? Se ilude quem quer... a verdade tá aí dando tapas nas nossas caras...
- É... penso logo existo... porco logo presunto...
- Acho que penso... logo, acho que existo... penso, logo insisto... penso logo nisso?!?!?!... Pare logo com isso!!!
- Lá rá lá lá lá lá lá...
- Tá todo mundo louco, oba!
- Vamo se lambuzar com óleo e cair numa caixa d'água de mil litros... uhu...

Pizza de abobrinhas...


- Me dá um pouquinho de atenção... porque eu sou o único no planeta que caminhou uma quadra e meia pra falar contigo...
- E aí?!
- Pô... quanto tempo a gente não se cruzava por aqui! No bom sentido...
- É...
- Comi uma pizza... fiquei meio depre... precisava falar... ainda tem um monte... comi só duas fatias, quer um pedaço? Aconteceu algo meio chato hoje e to na maior depre...
- O que?
- Ah... pra te contar isso, não dá... é coisa minha sabe?
- Então tá... tchau!
- Fiiiicaaa... eu conto tudo!!!
- Tá... tá bem...
- Então porque deu tchau?
- ''Pegadinha do Malandro... rááá''... hehe
- Só pra me deixar pior ainda ô sua torturadora de almas guardadas no armário... a minha alma que eu sinceramente nem acredito nela... ela mente muito... está temporariamente guardada num ''almário''...
- Tááá criatura, o que que houve?!?!?!
- Tu não respondeu se quer uma pizza... no bom sentido?
- Ai... não... obrigada!
- Tá... bom... vamos em frente... meu infortúnio momentâneo é o seguinte... sabe que eu nem acho que é infortúnio... falando contigo aqui agora... eu vejo uma luz no fim do túnel... é o trem!
... ... ... 
- Como tu sabe disso tudo? Anda espionando? Hahahaha...
- Eu sei e nem é tão difícil de saber... eu ''tenho informantes da cia''... e eu não espionei coisa nenhuma!
- Ó... é por essas coisas que tu tá mal?
- É...
- Tu não tem mais nada que ver com isso...
- Tá... já to 27% melhor depois de falar contigo...
- O melhor é nem saber... não vai mudar nada... vai ser só pra se incomodar...
- Agora vou lá comer mais um pedaço de pizza com suco diet com aspartame que é prejudicial pra saúde... valeu pelos ouvidos abobreiros... 
... ... ...
- Mas desde os últimos acontecimentos... não vejo nada ruim na vida... só coisas ridículas e simplórias que acontecem por causa de outros... mas... tranquilo...
- A vida não é ruim... a vida é difícil... só isso... difícil...
- Bom... eu vou indo... até mais...
- Tchau...

Dããã


- Que?! Tá de folga?... Mas que rica folga hein... Vais assar uma linguiça na tua folga... hahahahahaha
- Hum... com 20 kg dá pra 20 comer?!
- Dá pra 20 comer... com certeza!
- Se tu for na casa da... ela pode te dar uma comida...
- Tá... mas... se eu cozinho, eu não lavo...
- Aiii...

Semelhante atrai semelhante II


- Então tá né... foi resolvido aquele assunto?! Não vais ficar com ódio mortal de mim?
- Claro né... hum... até quero te matar... mas tu nem imagina o jeito...
- Vindo de ti eu espero qualquer coisa...
- Hahahahaha... ah é assim é?! Vais ver...
- Ver o que?!
- Nada... esquece...
- Vamos ter que marcar um duelo então... também quero te matar...

Brincando de dizer a verdade

- Qual parte tu acha que é menos verdade?
- A parte que é mais verdadeira sempre tende a parecer mais mentirosa... às vezes quando brincamos, aí que dizemos a verdade...

Ser e pretender...


- Tem diferença ser inocente e pretender ser inocente?
- É... acho que eu não sou...
- Inocente é que ainda não teve a chance de ser culpado.
- Culpado eu não sou...
- Mas quando tiver chance... vai lá correndo... essa entrelinha foi fácil de ler...
- ?!?!?!... Depende de quem vê...
- Esse papo nem Freud explica...

Dilemas

- Isso confirma uma coisa que eu penso... a gente se arrepende mais do que não faz...
- E como tem gente pra dizer... ''não faz isso''... ''não faz aquilo''... mais legal é quando falam e vão lá e fazem tudo igual...
- É o velho dilema do sorvete de chocolate ou de morango... e tu só tem dinheiro pra um deles... se a escolha compensa, tu não sente que perdeu...
- Mas acho que tudo acontece como tem que ser... tudo tem um porque... no final...
- Mas se tu faz a escolha errada, aí tu vive amargurado...
- A escolha que tu pensa que seria certa, poderia ter sido pior...

Individualidade


- Cada um com o seu cada qual... e tu tem o teu eu interior que não é o meu, mas é o teu, entendeu?!

Falta tudo...

-  ... Bah... que falta de assunto...
-  ... É... já falamos tudo que tinha pra ser falado... até sobre a falta do que falar a gente falou... tá... vai durmir que tu não te recuperou ainda... Experimenta molhar os pulsos... eu disse molhar e não cortar! Estica os braços pra cima e grita huuuuaaaahhh! Isso faz passar o sono...

Semelhante atrai semelhante


- Posso ser a chave... ah... deixa? Aí abro o teu coração e ponho a chave fora... pra você nunca mais me esquecer...
- Ohhh... que meigo!... Pior que não vou te esquecer mesmo... sempre vou me lembrar... um dia eu conheci um psicopata!!!
- Hahahaha... ahhh é assim é? Mas bem que gostou...
- Pois é... gostei...
- Hum... Também gostei de uma doida aí sabe...
- Uma doida aí... aham...
- Uhum... te adoro...
... ... ...

Desocupados...

- Tem que se comportar... oras...
- Calma... eu não disse que não estou me comportando...
- Tu quer apanhar, é?!?!?!... Hahahahaha...
- Quer me dar, é?
- ... Tu quer que eu dê...?
- Hahahahahahahahaha... se não me der eu te tomo!
- Tá bom pra ver um filme hoje... vamos ver?!
- Pois é né... que.. que.. quer... que eu vá... te pegar para ver-mos um???
- Eu vejo um aqui... e tu vê um aí... hahaha
- Bahhh... tu vai me pagar... ah vai...
- Uiii... tá louco... sair nessa chuva aí...
- Ah é... tá chovendo...

"Desculpas sinceras''


''Não posso sair com você... hã... é... ah... eu nem sequer lavei minhas roupas...''

Teorias estranhas...


''Se você não sabe saborear o jantar... não é digno de ganhar a sobremesa!''

Não pule as páginas de um livro!


A última postagem foi para explicar o porque de tantas reticências e dizer que muito não foi escrito... muita coisa não se entende mesmo... mas muito fica subtendido... minha irmã deu uma olhada por cima em algumas coisas que escrevi... como ela mesmo disse que não dava pra entender nada... leu por cima, como já é de seu costume... não gosto quando as pessoas fazem isso... se algo foi escrito... é porque deveria estar lá... aqui no caso, são relatos simples e sem sentido mesmo, mas em caso de livros.. não se pode pular as páginas... 

Você pula as páginas de sua vida? Para fatos ruíns... ouve-se muito dizer isso... mas acredito que se você não tira um ensinamento ou aprendizado disso... de nada valeu tal acontecimento... e logo mais à frente... você pode ser surpreendido por outro acontecimento e outro e talvez outro... e aí? Você vai pulando as páginas, sem ler o que está escrito? Sem se interessar pelo o que essas páginas tem a lhe dizer... pode ser bom... pode ser ruím... você pode até se arrepender... porém pode se surpreender também... mas o que você tem a perder?!...
Lembrar que na vida há casos e casos... ''tudo tem três lados...''


Eu abuso delas demais...

Reticências
Definição: Indicam a suspensão de sentido, interrupções de pensamento...
Se ela fosse...
Realmente, não sei...
Depois...
Se tu soubesses...
Se ele é bom, ela ...


Os pontos de reticências podem formar uma linha inteira de pontos para indicar a supressão de palavras ou de linhas omitidas na cópia ou tradução de uma obra. Neste caso, os pontos de reticências recebem o nome de pontinhos...



Entrelinha

Espaço entre duas linhas de impressão ou de escrita.

Escrita entre essas duas linhas.

O que se subentende, não estando claramente escrito.

Tipografia Tira de metal que serve para espacejar as linhas de tipo.


domingo, 30 de janeiro de 2011

''Ficção'' pouca é bobagem...

Sentada... um cara estranho ao meu lado se encostava em mim propositalmente... não falava, mas me olhava e sorria... segundos depois ele me beijava... não, isso não era nem um pouco romântico... até porque acabei por escondê-lo em um banheiro do quarto em que eu divida com algumas pessoas... que por sinal eu conhecia... chegou uma senhora de roupão e se deitou... acho que era mãe de alguma amiga... devia ser aquela outra que dormia em uma das camas...

Saí do quarto e entrei rápido no outro... deitei na cama de casal que minha irmã estava... uma em cada canto da cama... ambas viradas uma para a outra... parecia que aquela cama tinha-se tornado enorme... ela disse pra mim me aproximar dela... falava que sentia saudade e que quando eu visse não me lembro o que... que era para me lembrar que eles, pensavam em mim... acho que ela deveria estar se referindo à minha familia... ou algo do tipo...

Lembrei que tinha deixado o cara preso no banheiro... portas se abrem, portas se fecham... portas se abrem novamente, cuidando para que ninguém acorde e estou no quarto da senhora de roupão... ela vê quando eu entro e digo que ''só vou no banheiro''... já tinha na minha cabeça a desculpa de dizer que no outro quarto o banheiro estava ocupado...

Era uma entrada que dava acesso à um banheiro, à um closet e à rua... ''qualquer coisa ele sai pela janela'' foi o que disse para minha irmã, quando falei que tinha que ir lá soltar o tal cara... engraçado é que parecia que eu tinha deixado mais um segundo cara me esperando em outro lugar, mas não consegui lembrar em que momento e em que lugar isso aconteceu...

Antes de entrar no banheiro fui procurar uma saída, já que as janelas do banheiro eram muito pequenas e com grandes e impediam uma fuga... alguns pilares... e indo adiante, encontrávamos dentro de um hospital... parecia até que já estávamos dentro dele, pois quando segui um vulto que se aproximava- das portas de vidro vi que era uma mulher, seguida de um homem que queriam visitar pacientes na UTI... voltei pelo corredor, queria voltar ao banheiro, soltar o cara... tinha que voltar por aquele caminho das portas de vidro... por lá ele poderia sair... parecia que eu me tinha me perdido... subi e desci uma escada várias vezes e andei rápido por alguns corredores. Não sei como as enfermeiras não notaram a minha presença... alguns lugares não permitiam acesso de qualquer pessoa... lembro de uma maca, com uma criança cheia de sangue, não sei se era recém nascida... ou se estava morta... mas as enfermeiras pareciam rir enquanto levantavam a criança... aquelas enfermeiras eram meio estranhas...

Àquele lugar, somado em não achar saída para lugar algum tornava-se assustador...
Uma voz desesperada implorava ajuda... parecia uma estudante pedir ajuda para seu superior... Já em outro momento, uma mulher recém chegada, dava ordens ríspidas, como se tivesse autoridade para mandar em tudo e em todos...

Não sei em que momento toda essa ficção foi dando ar à realidade e fui acordando... acho que eu estava tendo um daqueles sonhos lúcidos... só que não encontrei a saída do hospital...

Entre-acordada... tentando entender... uma grande televisão antiga saiu do ar... seguido de um estrondo... visualizei o teto... o relógio marca 18 horas... agora sim estou acordada...  


Fui à uma ''floresta''... e voltei

Não sei por que eu estava naquele lugar... um corredor curto com saída para os dois lados... algumas portas fechadas, uma estava meio que entreaberta... meio que sentada, encostada na parede, levantei os olhos e vi uma placa com o nome do antigo colégio que eu estudara... o local era todo fechado por uma cerca... ao avistar que abriam o portão, saí e fui embora... não queria ficar ali... atravessei a rua... não chovia, mas tudo estava tomado por muito barro por todos os lados...

De repente era como se eu devesse fugir dali... carros passavam à todo minuto e impediam-me de continuar... uma mulher correndo passou, seguido de um homem... mais algumas pessoas passavam... era como se todos fugissem, como se o certo fosse fugir... do que?! Não sei...

A mulher parou e forçou a porta de um carro vermelho que estava impedido por outro, ao seguir todas as pessoas que passavam, disse pra ela:
- Não! Vamos pegar esse aqui! 
Entrei em um carro amarelo que estava na frente... O motor do carro amarelo não funcionava tão bem quanto o do carro vermelho, mas à qualquer momento algo poderia vir contra e bater no carro vermelho que parecia estar preso por alguma coisa...

Fui dirigindo... mas como se tivéssemos sido forçados à estar lá... chegamos nesse lugar onde não queríamos estar... 



Uma floresta onde aos poucos se avistavam várias pessoas... algumas já eram da localidade... outras seguravam tochas de fogo... uma mulher ao longe gritou: 
- Olha! Pessoal de Bagé!
O que era isso tudo?! Quem eram essas pessoas que pareciam saber sobre nós e queriam nossa presença nesse lugar?

Com a desconhecida que veio comigo no carro... do qual só compartilhávamos um certo receio... comentei: - Por que a Mari fez isso?... E ela nem está aqui...

Na vida real... a Mari jamais faria uma coisa dessas...

À diante... algumas mulheres sentadas conversavam... uns caras bebiam e riam alto... 

Acordei tentando entender da onde veio tudo isso...

Se...


"Se pudéssemos ver o amanhã
Quais seriam os seus planos..."

Don't cry (Alternate Lyrics)
Gun's in roses

D: Está escrito



"Nunca esqueci.
Nem por um momento.
Eu sabia que te encontraria no fim.
É nosso destino."

(Quem quer ser um milionário?)

sábado, 29 de janeiro de 2011

A porta ainda está aberta...


Era um pôr-do-sol tão lindo... em algumas nuvens via-se até o formato de um coração... sério! Já pro outro lado, nuvens imensas... um céu alaranjado dava o toque final da tarde... saí sem destino, caminhando... em busca de um pouco de distração... fones no ouvido... e é o que me basta para transporta-me para um mundo paralelo onde fico a refletir coisas que aconteceram... coisas que deveriam ou não ter acontecido... coisas que deveriam ou não acontecer... 
Desviar a atenção de alguns pensamentos nunca dá certo...  
''Você aqui nesse lugar
Que eu ainda não deixei
Vou ficar?
Quanto tempo
Vou esperar
E eu não sei o que vou fazer...''

Eu vou deixar a porta aberta...

O Livro da Bruxa

Na postagem anterior... veio em minha mente a citação de um livro que li já à algum tempo... encontrei algumas outras passagens e recordei-me que devo ter lido umas três vezes o tal livro... ele é de uma linguagem fácil e convidativa... prendeu-me bastante a atenção e o li em pouquíssimo tempo... recomendo, pelo menos para mim, foi uma leitura bastante interessante...
Eis algumas passagens...



" ... com um pouco de bom senso podemos assumir alguns riscos e tornar a vida muito mais interessante."


"...o problema é que as verdadeiras bruxas, ou deusas, como você prefere, são tão intensas e seguras que deixam os homens com medo, por isso quase sempre estão desacompanhadas."

" Só homens especiais conseguem se relacionar com esssas mulheres."

" As mulheres tornam-se especiais quando incorporam perspectivas masculinas ao seu modo de interagir com o mundo. Este é o fator q as torna especiais e, ao mesmo tempo, assusta os homens, pois vcs se sentem ameaçados em seu próprio território."

" Basta manter a perspectiva da criança sempre viva. Não ter medo de tentar. Não deixe que a palavra "adulto" signifique "adulterado", para indicar uma criança estragada, falsificada."

" A lagosta, diferente da maioria dos animais, possui um esqueleto do lado de fora do corpo. Sua carapaça é uma armadura que a protege das agressões do mundo."

" Somos iguais a essa lagosta, criamos uma carapaça p nos proteger, mas ao mesmo tempo limitamos o nosso espaço para cresçer... para crescermos é necessário tentar sempre novos números no trapézio, dar saltos mortais no escuro, aprender novas brincadeiras."

" A lagosta quando sente que a carapaça esta ficando muito apertada, ela simplesmente a abandona."

" O risco faz parte do nosso crescimento."

" O único pecado é não aproveitar a vida. Cometer exageros de vez em quando é essencial pra vivermos intensamente."

" Desenvolver-se implica em liberdade e responsabilidade."

" No fim, só nos arrependemos das coisas que não fizemos..."

" ... podemos dar ao nosso medo o nome que quisermos, e ele continuará nos limitando da mesma forma."

" ... sem procura não há descoberta."

" na natureza exite um momento certo para tudo..."

" o que nos aprisiona é a acomodação."

" ... somos capazes de fazer coisas incríveis. Somos muito mais fortes, ágeis e inteligentes do que imaginamos. É a acomodação que nos restringe. Ficamos parados, acreditando que não temos capacidade para vivermos uma vida extraordinária."

" Naquele dia, aprendi que existem pessoas iguais à primavera. Quando chegam, transformam o ambiente só pela presença. convertem seres secos e murchos em pessoas lindas e viçosas."

" As coisas importantes são simples e óbvias."

" Não é suficiente entender, é preciso aprender, e aprender é repetir até ser capaz de fazer por si mesmo..."

" ... Desse modo fique ciente, caso pretenda prosseguir na leitura, que está se arriscando a ser submetido ao mesmo feitiço. Depois não vá me acusar pelas transformações que acontecrão em sua vida. Alegarei completa inocência."


(O Livro da Bruxa)

O porto...


"O porto é o lugar mais seguro para um barco, mas ele não foi feito para ficar lá; seu destino é navegar." 
(O Livro da Bruxa)

Passeio no Museu Oceanográfico

Rio Grande, 13 de janeiro de 2011.




Quantos anos a gente tinha?


- E aí... o que você tem feito?
- Só trabalhando mesmo... terminei os estudos... e tu?
- Estudando só...
- Lembra daquela festa que nos fomos... ?! Hahaha...
- Hahaha... pior...
Ele relembra alguns momentos...
- Como era bom aquele tempo... quantos anos a gente tinha mesmo? Tu está com quantos anos?
- Tenho a mesma idade que tu...
- Eu estou com 25 anos... aquela vez eu tinha...
- 20!
- 20?!
- É...
- Não... era mais... não... mas eu não tinha mais do que 20...
- Nós parecemos dois velhos conversando assim...
- Te lembra daquela conversa que tivemos...?!
- Ah... era tudo verdade...
Ele se aproxima e beija ela...
- Era...? Não é mais...?
Ela retribui e prolonga o beijo...
- É sim!
Os dois se beijam... e esperam continuar essa conversa... quem sabe, relembrar quando tinham 25 anos...

Casos do acaso


"Seu maior segredo era seu melhor presente".

(Ao entardecer)

Não sei... mas tenho

- E então o que você vai fazer?
- Eu não sei... nunca soube... acho que não preciso saber... mas eu não estou sozinha...




- Eu tenho as minhas lembranças...
e ainda muitos lugares para conhecer...


(A força da amizade)

Falando em marcas que ficam...

Enquanto eu escrevia... tocou o celular... saudade da minha voz?! Deve ser... suponho... ligou... esperou eu atender e desligou...  tudo bem... quem nunca fez isso na vida?! ... Não me veio nada na mente... são vagas lembranças... De fato, à essa altura do campeonato... não cabe mais certos tipos de atitudes... mas há situações e situações...

Quem seria esse ''ligador'' da meia-noite?! Por que as pessoas que ligam são sempre as ligações menos esperadas? Sem querer me achar... já vi que me tornei inesquecível... ah deixa eu me achar...


''Veja você... que surpresa... que coisa incrível... descobri que sou feliz... veja você... quem diria... que ironia ... sem você eu sou feliz...''


Nunca foi surpresa... nunca foi incrível... mas irônico... ah, isso é com certeza!

O que trago? O que deixo?


O que trago?! ... um pequeno corte no tornozelo direito... uma dor muscular no tornozelo esquerdo... dor no joelho direito... ah... alguns arranhões no joelho esquerdo... e aquele “roxão” que já está quase imperceptível... nada grave...

Que?! Vieste da guerra?! Nada tão difícil de conseguir para uma pessoa assim “como eu”... as dores vieram por meio de algumas caminhadas... os arranhões por meio de alguns galhos de árvores... sem muitas explicações...

Se por um lado são coisas banais... um corte, um arranhão... podem me servir de lembrança e ter alguma história... das dores... lembro-me daquele dia ensolarado... eu quase mancando... mas feliz... passeamos bastante, vimos alguns lugares, relembramos tempos antigos, enfim...

Quanto ao resto... enfim... sem muitas explicações...

Já faz algum tempinho... e elas ainda estão em mim... dores, marcas, arranhões... que seja... seriam elas mais importantes que uma palavra dita? Um carinho sincero? Um sentimento manifestado?

Com certeza não... mas mesmo sendo tão insignificantes em relação às coisas vindas do coração... elas permanecem...

Acredito eu que quando somos puros e verdadeiros e fazemos algo de coração... também deixamos a nossa marca... e que eu tenha deixado a minha!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Quem eu queria ver

Eu vejo a lua e a lua me vê
E a lua vê uma pessoa que eu queria ver
Deus abençõe a lua e Deus me abençõe
E Deus abençõe a pessoa que eu queria ver
Deus olhou lá de cima e escolheu você  para eu amar
Ele escolheu você entre todo o mundo
Porque Ele sabia que você era quem eu mais amava
Eu vejo a lua e a lua me vê
E a lua vê uma pessoa que eu queria ver
Deus abençõe a lua e Deus me abençõe
E Deus abençõe a pessoa que eu queria ver.


I See The Moon - 

Chris Rice

Aos 45 do 2º tempo..


31 de dezembro... 8 horas da noite... fim e tarde tranqüilo... não poderiam ter marcado um dia melhor... beirando 2011... ela tinha feito estágio no local onde ele trabalhava... ele tinha trabalhado em outro local, no setor em que ela atuava... coincidências... conversaram... riram... descontraíram-se... conheceram-se... voltaram juntos para casa... no meio do caminho já poderia ver-se de longe que vinham de mãos dadas... 2010 despediu-se com um beijo e esperanças renovadas de um novo amor...

Só que a teoria nem sempre é condizente com a prática... às vezes me parece que certas coisas surgem para desviarmo-nos de outro caminho... resta a dúvida... qual é o caminho?!

Temporal...


Minha avó dizia... tu é louca! Não diz uma coisa dessas!
Mas eu adoro... acho lindo! Sim, eu gosto de temporal... é claro que não gosto das consequências e catástrofes que eles podem provocar... mas acho incríveis... várias coisas acontecendo... nuvens que correm, vento forte... relâmpagos e trovoadas... fico olhando admirada todas essas coisas acontecendo e sempre fico maravilhada com tamanha grandiosidade da natureza... 

Aquela noite nem estava de chuva, também se estivesse ninguém perceberia...  amigos reunidos, distração rolava solta... alguns já tinham se encontrado antes e animadamente bebiam alguma coisa enquanto conversavam sobre os mais variados assuntos...

Todos se faziam presente... noite perfeita... decidiram ver um filme...  ''lembro dos filmes que nunca vi''... esse decisivamente, são os melhores filmes... 

''Shed a tear 'cause I'm missing you... I'm still alright to smile''... boa hora em que alguém resolveu trocar o cd arranhado por um do Gun's in roses... e Patience eternizou o momento...

Vamos para a praia!
Juntou-se duas coisas maravilhosas mas de uma combinação não tanto satisfatória... na verdade três coisas... pensando bem quatro... Uma era a praia... o outro o temporal...

Felicidade... liberdade... contentamento...
É tomar um banho de chuva... é poder ir à praia não para pegar um sol... mas para ver a lua?! É pegar um temporal  na estrada... é correr de bicicleta pelas ruas vazias de madrugada... sentir o vento na cara... é ter a companhia de alguém que te de segurança... e não se preocupar com o tempo... pois o tempo presente torna-se tão precioso que por um segundo, todo o resto torna-se longe e insignificante...

É saber valorizar coisas... que fazem a vida valer à pena... ficam para sempre... por uma vida inteira...


É perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos... nem os desejos da razão...

Não por acaso...

''O acaso é talvez, o pseudônimo que Deus usa quando não quer assinar suas obras''




Como nas noites anteriores... saímos para dar uma volta... mas tinha algo de diferente naquela noite... o que?! Não sei... Lembro-me quando avistei uma pessoa passar ao longe, dentre tantas naquele monte de gente que circulava por aquele lugar naquela noite... na mesma velocidade com que passou, distanciou-se do meu ângulo de visão... num impulso levantei-me para vê-lo passar até perdê-lo de vista no meio da multidão... não vi muita além do que uma silhueta longínqua... ao máximo foi possível ver que ele vestia uma camisa azul...


Por que esse interesse?! Por que esse olhar sobre esse ser desconhecido?!


Talvez por distração... continuei a observar o movimento ao redor... minha vontade não condizia com a realidade que eu não estava muito satisfeita em aceitar... Sim, eu queria encontrar ''um velho'' conhecido daquela localidade..., tínhamos perdido o contato já há algum tempo... mas que apesar, disso... pra mim é como se fosse mais presente do que muitos acontecimentos cotidianos... Será que nos encontraríamos? Será que eu deveria tentar falar com ele? Mas como? E será que valeria à pena? ... Na dúvida... vamos vivendo os dias à espera do que a vida reserva...

Músicas dissiparam um pouco os pensamentos... até a hora em que resolvi dar uma volta para outros lados... 
Caminhando pelas ruas... pessoas viam e iam... carros passavam... até a hora em que avistei ao longe, sentado em um banco o portador daquela camisa azul, não que eu tivesse ficado com isso na cabeça... segui em frente o caminho... na dúvida, decidi voltar e sentar em um banco próximo...


A pergunta que não queria calar era... seria aquela pessoa com quem eu queria me encontrar.... aquela que estava ali bem próximo de mim... sentado naquele banco... seria possível tamanha coincidência?!

E por que não?! Apesar da vontade de matar logo essa curiosidade... passei mais uma vez em frente ao banco... mas desta vez segui em frente, dar volta só depois em que chegasse até o final daquele caminho... 

Voltando lentamente... avistei quando ele vinha... e mais uma vez aquele local era cenário de nosso encontro... sim... mais uma vez a história se repetia... sem saber... senti a sua presença  ao longe... e confirmei que era ele quando segui o impulso de ir exatamente no lugar onde ele estava...


Passaram-se um pelo outro, viram-se... olharam-se... um sorriso em ambos os rostos...
Oi... e aí?! Tudo bem?! Três beijinhos... Ele muda de caminho e pega um novo rumo... Mas tu não estava indo pra lá?! Estava... mas agora vou pra lá! E seguiram adiante até algum banco...  


- Eu nem tenho saído... hoje que resolvi dar uma volta...
- E o que te fez sair hoje?
- Não sei... o acaso...

Dois anos tinham se passado e conversavam como se tivessem se visto no dia anterior...

- E amanhã?! Vamos se encontrar!



Para todo sempre!

Curto e simples


Foi um dia de repente que
Em teus olhos me encontrei
Retribuísse-me o olhar sorrindo
Nada mais vi além de você
Agora já tão distante
Não sei o que fazer
Deus me ajude, eu lhe peço
Outra vez quero ele ver