domingo, 30 de janeiro de 2011

''Ficção'' pouca é bobagem...

Sentada... um cara estranho ao meu lado se encostava em mim propositalmente... não falava, mas me olhava e sorria... segundos depois ele me beijava... não, isso não era nem um pouco romântico... até porque acabei por escondê-lo em um banheiro do quarto em que eu divida com algumas pessoas... que por sinal eu conhecia... chegou uma senhora de roupão e se deitou... acho que era mãe de alguma amiga... devia ser aquela outra que dormia em uma das camas...

Saí do quarto e entrei rápido no outro... deitei na cama de casal que minha irmã estava... uma em cada canto da cama... ambas viradas uma para a outra... parecia que aquela cama tinha-se tornado enorme... ela disse pra mim me aproximar dela... falava que sentia saudade e que quando eu visse não me lembro o que... que era para me lembrar que eles, pensavam em mim... acho que ela deveria estar se referindo à minha familia... ou algo do tipo...

Lembrei que tinha deixado o cara preso no banheiro... portas se abrem, portas se fecham... portas se abrem novamente, cuidando para que ninguém acorde e estou no quarto da senhora de roupão... ela vê quando eu entro e digo que ''só vou no banheiro''... já tinha na minha cabeça a desculpa de dizer que no outro quarto o banheiro estava ocupado...

Era uma entrada que dava acesso à um banheiro, à um closet e à rua... ''qualquer coisa ele sai pela janela'' foi o que disse para minha irmã, quando falei que tinha que ir lá soltar o tal cara... engraçado é que parecia que eu tinha deixado mais um segundo cara me esperando em outro lugar, mas não consegui lembrar em que momento e em que lugar isso aconteceu...

Antes de entrar no banheiro fui procurar uma saída, já que as janelas do banheiro eram muito pequenas e com grandes e impediam uma fuga... alguns pilares... e indo adiante, encontrávamos dentro de um hospital... parecia até que já estávamos dentro dele, pois quando segui um vulto que se aproximava- das portas de vidro vi que era uma mulher, seguida de um homem que queriam visitar pacientes na UTI... voltei pelo corredor, queria voltar ao banheiro, soltar o cara... tinha que voltar por aquele caminho das portas de vidro... por lá ele poderia sair... parecia que eu me tinha me perdido... subi e desci uma escada várias vezes e andei rápido por alguns corredores. Não sei como as enfermeiras não notaram a minha presença... alguns lugares não permitiam acesso de qualquer pessoa... lembro de uma maca, com uma criança cheia de sangue, não sei se era recém nascida... ou se estava morta... mas as enfermeiras pareciam rir enquanto levantavam a criança... aquelas enfermeiras eram meio estranhas...

Àquele lugar, somado em não achar saída para lugar algum tornava-se assustador...
Uma voz desesperada implorava ajuda... parecia uma estudante pedir ajuda para seu superior... Já em outro momento, uma mulher recém chegada, dava ordens ríspidas, como se tivesse autoridade para mandar em tudo e em todos...

Não sei em que momento toda essa ficção foi dando ar à realidade e fui acordando... acho que eu estava tendo um daqueles sonhos lúcidos... só que não encontrei a saída do hospital...

Entre-acordada... tentando entender... uma grande televisão antiga saiu do ar... seguido de um estrondo... visualizei o teto... o relógio marca 18 horas... agora sim estou acordada...  


Nenhum comentário:

Postar um comentário